Por que será que a gente nasce, vive, cresce e morre?

 

15/01/2018

Pode acreditar no que vou lhe dizer: eu já ouvi cada resposta e comentário à esta pergunta! Mas, pode ficar tranquilo, não vou tomar o seu tempo com a exposição de nenhuma delas. Tenho constatado que até mesmo os mais dotados de inteligência, perdem-se na elaboração de uma filosofia de vida que honre seus cérebros. Em linhas gerais, a grande maioria das pessoas, independente da camada social a qual pertença, sobrevive imerso numa grande escuridão quando o assunto é o propósito de se estar vivo. Esta ignorância coletiva, que a teologia identifica como consequência da queda, pode ser facilmente constatada na preferência universal pela autodestruição. Se sabemos fazer bem uma coisa, esta coisa é destruir.

Temos uma inexplicável vocação a destruição. A começar da própria vida no sentido biológico, nos envenenamos com drogas, pesticidas, álcool e ácidos; nos debruçamos em pesquisas de novos compostos capazes de fraudar exames antidopings; inventamos novos fármacos, capazes de nos livrar dos apuros emocionais que os nossos falsos conceitos de vida “bem-sucedida nos colocam; damos um jeito de mexer na estrutura genotípica de grãos para multiplicar o lucro, mesmo sem saber o quanto esta onda transgênica prejudicará a saúde. A verdade é que convivemos tão de perto com a morte, ao ponto de aprendermos os sofisticados meios de fazer nossos semelhantes prova-la de diversas formas e maneiras. Sabemos destruir.

Respondendo a pergunta sobre qual o propósito da vida humana, os grandes catecismos concordam em afirmar que o homem existe para a Glória do Criador e deleitar-se no sagrado relacionamento com Ele. Não é no mínimo curioso, que até mesmo as mentes mais brilhantes não são capazes de perceberem tamanha verdade! Isto ao ponto de não constatarem por eliminação, que o propósito humano é buscar o que aparentemente está escondido sob os escombros da sua própria vocação destrutiva? Mas, como disse Paulo: Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Romanos 9:16). Depois, Jesus, exultando rendeu graças ao Pai dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. (Mateus 11:25).

Compreendo que perceber o grande propósito da vida e da existência humana, não é uma questão de gozar de um talento especial, mas de ser alvo da misericórdia divina e do Seu ato voluntário e volitivo de revelar-se. O que as Escrituras nos fazem crer, é que Deus tem preferencia pelos pequeninos, daqueles que não representam nada e dos que voluntariamente se fazem como um deles.

Por Weber Chagas | Pastor da ICNV Vila.