PENSAR COMO CRISTÃO

 

16/04/2018



Ter a mente conformada ao Evangelho, seria o início do exercício de manter a mente cativa aos ensinamentos de Cristo. O constante e permanente exercício do pensamento, inspirado sob a luz do conhecimento de Deus, nos faria provar do que Paulo chama de "ter a mente de Cristo".
Vamos partir da afirmativa suposição de que a temos. Pronto. Qual seria o método probatório desse suposto estado? De que maneira podemos comprovar de que a mente de Cristo é uma realidade pra nós e não uma simples lauda filosófica?
A resposta me parece estar naquilo que realmente cremos e especialmente em como vivemos e interpretamos os conteúdos divinos. Que temos uma mente religiosa, treinada em pensar religiosamente é fato - Adoramos ritos e cantigas -, mas pensar seguindo a trilha bíblica é outra coisa. Tomemos como exemplo a igreja. Como você, cristão, a vê?
A se julgar pelo que vemos e ouvimos, suspeito que precisamos de correções ou "ter a mente de Cristo" é uma realidade distante. Grande parte dos que frequentam os encontros regulares da igreja, a vêem como um espaço de diversão, outros a uma pista de dança e outros ainda a um espaço espaço de expressão cultural, esquecendo-se de que toda vida ela foi contra-cultural. Partindo do discernimento que cristãos afirmam ter da igreja, estamos mesmo entregues ao próprio juízo. Definitivamente, a mente de Cristo jamais elaborou modelos tão deformados e monstruosos da igreja, como testemunhamos hoje.
Ter a "mente de Cristo", não me parece ser algo real para os que invocam para si o Seu nome. Mas, se não a têm, o que os governa, o que os inspira? Você faz com que seus pensamentos sirvam cativos ao ressuscitado? Pense um pouco.

Por Weber Chagas | Pastor da ICNV Vila.