AMADAS OVELHAS...

 

22/10/2018


Eu sinto muito que as eleições 2018 em nosso país tenha causado tanta divisão, bate-boca, agressões e alfinetadas de todas as partes! Tentei participar do processo muitas vezes – sem declarar meu voto em respeito aos que pensam diferente de mim - com postagens aqui e ali, esperando encontrar alguém com quem pudesse trocar ideias; mas, rápido percebi que o tom não era dialogal. Durante a campanha, ninguém esteve disposto a ouvir ninguém. Mesmo os argumentos fundamentados e baseados em denúncias amplamente documentadas pelo Ministério Público Federal, foi suficiente para convencer-nos do quanto necessitamos de governantes com três qualidades imperiosas: que defenda a democracia; não esteja envolvido em qualquer grau com a corrupção sistêmica nacional; e que seja “ficha limpa”. A defesa de posições recrudescidas e algumas vezes vicerais de alguns amigos, na maior parte das vezes fundamentadas em pressupostos ideológicos, tiveram o poder de abalar o meu ânimo. Parti então para o esclarecimento.

Tentei adotar um tom mais professoral, tomando o cuidado de não posar como dono da verdade, oferecendo informações comprovadas de que alguns partidos não ligavam a nada para a democracia, antes davam de ombros. Nesse momento, publiquei notas de esclarecimento sobre o que significava: comunismo, fascismo, conservadorismo... Descobri que pouquíssimos se interessavam pelas definições fundamentais desses termos e preferiam usá-los fora do contexto, na escuridão da ignorância. A seguir, passei a fazer uso de alguns vídeos que mostravam a consequência da falência moral das famílias e das instituições de ensino depois delas. Terminei mostrando como a Igreja de Jesus foi tratada e continua a ser por governos totalitários no mundo, advogando a tese de que quanto a nós brasileiros não se trata de “SE”, mas “QUANDO” nos perseguirão também.

Depois desta minha aventura, considerando de que estamos todos convencidos em quem votarmos, gostaria de lembrar aos que verdadeiramente nasceram de novo, que vocês têm o livre direito de pensar como quiserem; mas, não têm o direito de fazer com que os alicerces congregacionais sejam abalados pela cor da camisa que vestem ou dos argumentos que defendem. É feio passar de largo. É feio privar-se de ouvir ideias diferentes das suas. Na Igreja, o único elemento inegociável é o EVANGELHO! Depois disso, a proteção de uma atmosfera pacífica entre todos. Isto é escolher andar no espírito.

Amar como Jesus amou é um chamado universal para o cristão. A Igreja sempre atraiu os de fora quando funcionou como espaço de cuidado, acolhimento e proclamação fiel das Escrituras. Mas, a sua falta de reação na Rússia, quando da revolução do proletariado; na Alemanha, com o crescimento do discurso nazista; em Cuba, com o Castrismo...; assumindo uma histórica postura covarde por não querer se envolver em assuntos naturais, adotar a mesma postura me apavora. Por isso: 1) Considero a descriminalização do aborto, inaceitável; 2) A inclusão da ideologia de gêneros no currículo escolar, um abuso; 3) A agenda ONU 2030, um sinal evidente de corrosão moral absoluta; 4) Chamar de arte uma clara e aberta inicialização precoce de crianças na vida sexual, uma afronta. A piedade cristã passa pela rejeição de uma agenda abertamente anticristã. Por isso, sem medo de ser mal interpretado, considere a defesa dos valores cristãos quando estiver de frente da urna.

Por Weber Chagas | Pastor da ICNV Vila.